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EXPERIENCIA QUATRO
Temporada de 30 de janeiro a 28 de março de 2010
Entrada Gratuita – sabados e domingos às 19h
Local das apresentações – CAISM Philippe Pinel (antigo Hospital Psiquiátrico Pinel) Av. Raimundo Pereira Magalhães, 5214 – Próximo ao terminal de ônibus e à estação pirituba de trem
Contato: (11) 7186 – 4884 ou contato@trupedechoque.org www.trupedechoque.org

Processo de Criação

Como tema do projeto, o grupo elegeu as relações de trabalho contemporâneas, partindo da hipótese de que o corpo humano, suas formas, desejos, órgãos, tecidos e líquidos, é fonte de geração do valor, isto é, célula constituidora da sociedade da mercadoria. A tríade tempo, espaço e corpo será aqui desenvolvida a partir de uma estrutura narrativa inspirada em uma notícia de jornal: a transformação de um antigo forte militar em um shopping center, no interior do Amazonas

Como sedes desta investigação, o grupo escolheu a Usina de Compostagem de Lixo de São Mateus e o Hospital Psiquiátrico Pinel. Infelizmente, a partir do segundo semestre de 2009 inviabilizou-se a estada do grupo na Usina, com o espetáculo passando a ser realizado completamente no espaço do Pinel

´Instaurar um campo fértil de diálogo, de escuta, de troca de experiência e descobertas mútuas, sem hierarquias, assumir que somos diferentes e que um abismo profundo nos separa é talvez um caminho para antagonicamente não diminuirmos essas diferenças, mas aproximá-las, ver onde elas se chocam e proporcionar o encontro transformador para ambos os lados´ (Carmem – Integrante do grupo)

No Pinel foram realizados de maio de 2008 a julho de 2009, núcleos de pesquisa
Os Núcleos tiveram como objetivo principal fazer com que seus participantes, de forma lúdica e sensível, refletissem e atuassem criativamente sobre conteúdos relacionados à realidade social

´Os núcleos de pesquisa, é o espaço em que mais temos relação com o Pinel. Os núcleos se revesam para ir em cada Clínica e lá realizam suas atividades práticas, artístico-pedagógicas – em cada Clínica o espaço de troca é diferente´ (Luzimara – Integrante do grupo)
´A necessidade de repensar procedimentos artísticos pedagógicos capazes de possibilitar um diálogo democrático com o outro, especialmente pacientes e moradores do Hospital Psiquiátrico Pinel, surge a partir da nossa escolha por aquele peculiar espaço/tempo e, sobretudo do nosso desejo em investigar ali os Núcleos de Pesquisa com todas as pessoas freqüentadoras do Hospital, sejam elas pacientes ou funcionários, nós e a comunidade´ (Carmem – Integrante do grupo)

Nucleo de Teatro e Video

A equipe de vídeo propõe investigar e disponibilizar o vídeo através de uma abordagem pratica e teórica, a fim de despertar o interesse para as diversas possibilidades de comunicação a partir do vídeo, explorando novas percepções de conhecer, sentir, ouvir e se expressar. Exploramos uma tentativa de troca ou de diálogo, um exercício de polifonia que permita a multiplicidade de vozes. O núcleo experimenta possíveis intersecções entre a linguagem teatral e o vídeo, através de gravação e edição de cenas improvisadas ou planejadas

ENSAIO Os Fuzis

O encontro foi realizado nos fundos do Hospital, é hoje um local de extremo abandono e degradado pelo tempo. Nesse espaço, instalamos projetor, televisão, aparelho de DVD, refletores e cartazes contendo fotografias, ilustrações, frases e histórias dos personagens do nordeste, deixando à disponibilidade dos participantes um cenário de acúmulo de memórias: dos atores, dos personagens da peça e das pessoas documentadas pelo filme de Ruy Guerra. Durante o ensaio: na televisão, rodamos Deus e o diabo na terra do sol, de Glauber Rocha, que se passa na mesma região
Durante o aquecimento, iniciado de forma lenta, houve muita observação do espaço e desenvolvimento de ação interna. Além dos estímulos visuais, houve também os sonoros que remetessem aos universos verossímeis e esteriotipados do cangaço

Durante a música os participantes percorrem em busca de diálogo com o espaço. Tem-se a observação intensa nas figuras, movimentações e frases espelhadas

“De baixo do chivão de couro dos cangaceiros. Sempre havia um coração que teimava em pulsar, sentir e se expandir em cantigas de amor. O bakutinho ao que o cantor se refere, é a flor que ferrece e morre, sem dar frutos”


Os Fuzis
Enviado por TEATROEVIDEO. – Temporadas completas e episódios inteiros online

A câmera foi utilizada a todo o momento, durante o ensaio, pois fazia parte do cenário, então, a cada elemento desse cenário foi sendo suspenso alternadamente, permitindo compreender a dinâmica do aparente caos de memórias dispersas

´No pinel as relações avançaram bastante, o contato com os médicos, enfermeiros e demais funcionários, com os moradores, melhorou bastante, por conta do tempo eu acho, tempo de aprendizado, de troca, estamos no Pinel quase que a semana inteira participando do processo, um paciente participou de um núcleo no Agudos Masculino, na semana seguinte saiu da ala para participar mais uma vez, desta vez em outro espaço, a tarde filmou o aquecimento do grupo e na semana seguinte assistiu a um vídeo contendo as imagens do dia que ele participou´ (Ricardo – Integrante do grupo)

Nucleo de Teatro e Interpretação Polifônica

O objetivo do núcleo foi pesquisar uma interpretação polifônica, que possibilite à construção de personagens formados por inúmeras vozes, revelando a cada frase voz de outros, a voz de suas histórias pessoais e coletivas, as vozes sociais em conflito

´Os Núcleos de Pesquisa é um espaço de ampla aprendizagem, tanto para quem coordena (coordenação coletiva) quanto para quem participa, não há uma relação hierárquica. Os núcleos são abertos a todos os interessados em dar seu ponto de vista sobre Corpos Acumulados. Em muitos momentos, me angustio com a pouca freqüência dos participantes nos núcleos do Pinel, geralmente ficam encantados com a pesquisa, mas ficam muito assustados com a realidade do hospital psiquiátrico´(Amanda – Integrante do nucleo de interpretação)

Nucleo de Teatro e Literatura

O núcleo de Literatura foi criado com o objetivo de através da leitura de obras (tanto romances como referências teóricas) compreendermos melhor nosso processo. Havia então uma necessidade de entendermos o sujeito da modernidade, o grupo num primeiro momento selecionou duas obras (Fausto de Goethe e No Caminho de Swann de Marcel Proust), a partir da leitura parcial desses livros e de várias propostas de encenação e tendo o personagem Fausto em mente, surgiu uma cena interessante com o personagem Fausto no Pinel.

Nucleo de Teatro e Música

Esse núcleo teve como objetivo pesquisar a sonoridade para a peça Corpos Acumulados, assim como investigar as possibilidades de relação entre o teatro e a música

TROCA DE IDEIA DA ATIVIDADE

´Pensar nas experiências vivenciadas nos Núcleos me faz lançar o foco para os sentidos de sua própria existência, dos espaços criados e vivenciados neles e da constatação de que não se pode vê-los de maneira dissociada do espetáculo Corpos Acumulados, do espaço físico em que eles acontecem, convívios de moradores (feminino, masculino, agudos e Núcleo de Infância e Adolescência) e áreas comuns do Hospital Pinel, e de quem participa e como participa: funcionários, colaboradores e atores´ (Marcelo Correia – Integrante do núcleo de música)

Nucleo de Teatro e Artes Plásticas

O Núcleo de Artes Plásticas procurou investigar a linguagem visual e sua materialidade na cena a partir do conceito de montagem. Comum a todos os vanguardistas do século XX, a montagem se utiliza do choque entre os elementos e universos díspares para a construção de imagens polissêmicas. Interessou a este núcleo o diálogo direto com a realidade do espaço urbano. A investigação aqui teve como materiais, o lixo, os trapos, o que está degradado, gasto, ou o que foi descartado e não tem mais valor de troca. A montagem torna-se montagem de ruínas, fragmentos de pesadelo e emancipação

´Com a presença dos Núcleos, nos lares, convívios e demais alas do Hospital, aos poucos estamos ganhando espaço e sendo mais aceitos, sobretudo pelos enfermeiros, que muitas vezes nos via/vêem com desconfiança. Ao levarmos os núcleos, o universo do nosso espetáculo para esses espaços, estamos diminuindo a distância que antes havia por sermos só vistos e muitas vezes mal compreendidos. A relação é hoje bastante diferente de quando entramos, já podemos sentir um respeito com relação aos trabalhos dos núcleos que estamos realizando, especialmente no NIA (Núcleo de Infância e Adolescência) com as crianças e adolescentes que passam pelo espaço´(Carmem – Integrante do núcleo de Artes Plásticas)

Nucleo de Teatro e Fotografia

O núcleo de Fotografia teve como objetivo praticar e estudar a intersecção entre fotografia e teatro, buscando a elaboração de uma expressão artística que modifique parâmetros artísticos das duas linguagens. É objetivo investigar interferências plásticas sobre a imagem da fotografia, como a montagem, por exemplo, em uma experimentação que envolveria a criação do cenário do espetáculo Corpos Acumulados

Nucleo de Teatro e Tecnologia

O grupo optou por pesquisar obras de ficção científica para investigar, de forma teórica e prática, visões que artistas diversos (desde Júlio Verne e Tarkovski até o cinema comercial de Hollywood) tinham sobre o futuro e a interferência da tecnologia na sociedade

´Em relação ao aspecto visual, a utilização da tecnologia parece estar intimamente ligada à Fotografia do espetáculo. Por exemplo, tantos as projeções quanto o acúmulo de imagens a partir de televisões e monitores muitas vezes acabam sendo os únicos recursos de luz nas cenas. Dessa forma, trabalhando com o elemento deteriorado buscando diferentes texturas de imagem´ (Gabriel – Integrante do grupo)

NUCLEOS DESTERRITORIALIZADO

Nesses encontros realizamos uma atividade prática que une teatro e outras linguagens artísticas: fotografia, literatura, tecnologia, artes plásticas, interpretação polifônica, música e video – que chamamos de Núcleo de Linguagens Acumuladas
Nesses encontros, é muito interessante perceber os temas que abordamos na peça vistos por outros ângulos, re-significados por outras pessoas por meio de suas diversas experiências. E, somados aos núcleos que acontecem no Pinel, os Núcleos Desterritorializados ajudam a construir a peça

Núcleo realizado no Hospital Psquiátrico do Juqueri

Nesse dia, era a segunda vez que o grupo ia ao Juqueri, na primeira, fomos convidados a conhecer o lugar e na segunda, fomos convidados para propormos uma atividade prática. Decidimos fazer um Núcleo Peripatético e dessa forma, era a primeira vez que faríamos um núcleo fora dos nossos espaços e começávamos assim a ampliar nosso processo de pesquisa. A proposta tinha como referência teórica um trecho do texto “O Fim”, de Samuel Beckett e o artista plástico Paul klee. Além da cena 16, sobre o Centro Rizomático, tendo como foco o personagem Édipo.

Proposta:
A partir do texto, em que Beckett narra a saída de um interno de um manicômio, construir um personagem. Buscar no texto a história do personagem, assim como seu figurino e suas caracteríisticas,para complementar o estudo de Beckett, encararemos o personagem como se este fosse Édipo expulso do Centro Rizomático. Como mencionado no texto, este nosso Édipo carregaria consigo um caderno. Que caderno é esse? Qual seu tamanho, sua cor? Cada um construirá seu caderno e o preencherá com desenhos de paul Klee ou inspirados nele. Com qual material Édipo desenha em seu caderno? Durante a improvisação no Juqueri, cada um irá contar para as pessoas que encontrar a sua história, pedindo que, em troca, lhe contem também uma história e que que desenhem a história no caderno. Enquanto todos apresentam o seu personagem e colhem desenhos, uma dupla ficará no patio central improvisando movimentos em quadrado. Essa improvisação , além do encontro dos Édipos, buscará uma relação com o público em volta

Nesse dia havia uma festa no Juqueri, unindo dois convívios e era nessa festa que propúnhamos o núcleo. Tinha muitos moradores. A história que coloquei no meu caderno foi a de um senhor, ex-garimpeiro, garimpava diamantes. “ Quando o diamante é lapidado, faz um baruho alto, parece um grito”. Ele queria ir embora do Juqueri e voltar para o garimpo.Aos poucos, o espaço foi sendo tomado pelos desenhos que eles faziam. Íamos improvisando em quadrado. No fim, resolvemos fazer uma cena sobre toda aquela experiência vivida ali. Durante toda a festa, um morador – que nasceu no Juqueri- ficou dublando as músicas que tocavam e, quando tiramos as músicas, ele começou a cantar, fez a sonoplastia da cena: Todos os moradores que estavam ali sentados se levantaram e fizeram uma roda, uma roda de Édipos, aquela roda era a embarcação de Ulisses e todos faziam movimentos de mar (Luzimara – Integrante do grupo)

Nucleo Desterritorializado – Tendal Lapa

Sobre as propostas da atividade, os participantes disseram: “Porque tem aquele conceito de teatro como uma coisa muito estruturada, uma coisa a ser desse jeito, o tempo, a forma de acontecer, então esta questão mais do improviso que me interessa e de partir de elementos que de repente não estão diretamente vinculados a esta questão cênica, eu achei muito interessante….”

Procedimentos investigados
Com o seu auto-retrato, começa se movimentar pelo espaço; movimentar a partir do auto-retrato; o corpo todo, em todo o espaço, em diferentes ritmos, seu corpo não para de se movimentar; Troca de auto-retrato com o outro, se movimenta a partir do retrato do outro; Congela, faz um auto-retrato seu agora (eram entregues diversos materiais: papéis, cola, câmera fotográfica); Volta a se movimentar pelo espaço; Repetia-se esse exercício algumas vezes, de se movimentar, parar e se retratar; entregava-se uma frase: “Aquiles, cientista de holding do lixo encarrega Ulisses de jogar os corpos de um campo de refugiados em Paris ao mar” e experimentava-se formas de dizer o texto; Constrói uma partitura, uma sequência de ações, elencando alguns movimentos experimentados durante o exercício;Cada um apresentava sua partitura; depois nos dividimos em dois grupos e improvisamos uma cena a partir da frase entregue e contendo as partituras

Ensaio para experimentação de personagem


Ensaio teatro e vídeo
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CONVITE – Experimento I

Apressentação do experimento I, realizada simultaneamente na Usina de Compostagem de Lixo em São Mateus e no Hostital Psiquiátrico Pinel de nov/2008 à jan/2009

Desde o final de 2007, discutíamos a estrutura espacial para Corpos Acumulados. Que espacialidade revelaria a luta de classe no capitalismo tardio? Testávamos cenas, que parte do publico não podia vê-la, outras, que o publico só escutava a cena. Experimentamos no ensaio aberto realizado em janeiro de 2008, a divisão do publico em duas trajetórias: consumidores e trabalhadores leprosos.
Os consumidores representavam o ponto de vista da classe dominante, os que detem o poder, os empresário, as grandes corporações, aqueles que já não sabemos identificar (Quem é o inimigo?). Já os trabalhadores leprosos, retratam a classe dominada, os explorados. A radicalização desta idéia se deu na decisão de realizar a peça em dois espaços. Começamos a procurar um espaço na zona oeste da cidade, pois a idéia era unir dois extremos da cidade de São Paulo (Amanda – Integrante do grupo)

Experimento I – USINA

Apresentar um espetáculo na Usina tem, como objetivo estético, a intenção de estabelecer com o espaço não convencional um diálogo, já que os temas a serem tratados na pesquisa e no espetáculo (a destruição e construção contínuas como paradigmas da ocupação do espaço capitalista) tem estreita relação com um lugar habitado por imensas máquinas abandonadas, incapazes que são de digerir a quantidade crescente de lixo produzido pela cidade

A Usina é o espaço de grande interferência no processo. O contato com o lixo da Usina, o espaço gigantesco e vazio modifica nossos corpos, mesmos sem estarmos lá. O espaço precário, de difícil acesso, onde há guardas que realizam a segurança do nada, e representa para Corpos Acumulados o ponto de vista dos dominantes sob a perspectiva do arcaico, nos revela ao pensar em cada cena naquele espaço, possibilidades múltiplas para o espetáculo. E por mais que estejamos fora dela focamos a criação de cenas, mesmo no Pinel, em espaços que de alguma maneira dialoguem com ela. O elenco mesmo ausente dela continua dividido e focado em contar o processo sob os diferentes pontos de vistas (Sansorai – Integrante do grupo)

Para tratar do sujeito contemporâneo pesquisamos um registro de interpretação que possa dar conta das diversas vozes que atravessam e compoem o sujeito: um registro que chamamos de interpretação polifônica, que estamos construindo ao longo desses quase três anos de pesquisa. Os personagens que estamos construindo são compostos por vários agenciamentos, várias vozes que atravessam suas trajetórias e para isso buscamos uma interpretaçào polfônica, um corpo polifônico (Luzimara – Integrante do grupo)

É um desafio muito grande, temos uma Usina de Compostagem de lixo e um hospital Psiquiátrico, dois lugares extremamente opostos e de diferente relação.Temos que manter esses dois lugares totalmente relacionados pois eles são nossas bases e estrutura. Sem essas relações é muito difícil esclarecer nosso ponto de vista referência de nossa linguagem artística, sendo dois pontos de vista diferentes e a mesma peça (Carmem – Integrante do grupo)

Tudo o que o ser humano usa e não serve mais é jogado fora, transformado em lixo, algo que incomoda que queremos nos livrar, que não serve mais para sociedade. Com o capitalismo as coisas ficaram cada vez mais descartáveis até mesmo o ser humano (Leila – Integrante do grupo)

Ao dividirmos o espaço tínhamos a grande pretensão de realizar conexão via internet entre os dois espaços, idealizamos essa idéia e no decorrer acabamos barrados pela realidade, trabalhamos em duas periferias nos extremos da cidade, a conexão possível não oferece nenhum tipo de instabilidade, nos deparamos com diversas esferas da burocracia e por fim a única forma de estabelecer uma conexão seria impossível paga-la. A tentativa do ensaio aberto em dezembro, foi a realização de uma cena simultânea via telefone, onde o mesmo dialogo era tratado sob pontos de vista diferentes. Me questiono como é possível em uma mesma cidade em espaços tão próximos, centro – zona leste/centro – zona oeste, haver diferenças tão gritantes sobre como cada um desses espaços vivem, sobre qual a maneira como vivem os indivíduos de cada espaço. A forma como lidam e utilizam tecnologia é totalmente diferente, isso é claro simplesmente com a visita a qualquer um dos espaços, Pinel ou Usina, se utilizando do transporte público (Sansorai – Integrante do grupo)

Defendo essa idéia dos dois espaços.O publico vê a mesma peça sob dois pontos de vista diferentes(pois o espaço interfere na peça,o espaço não é indiferente).Com isso teremos diversos pontos de vista:de quem viu na Usina,de quem viu só no Pinel,de quem viu primeiro na Usina(e depois no Pinel),de quem viu primeiro no Pinel(e depois na Usina)(Anderson – Integrante do grupo)

Usina: temos a relação da dominação daquilo que é o atraso,o precário
Pinel:temos a relação dos dominados o moderno,o progresso

Realizamos uma ampla temporada de ensaios abertos na Usina. No, entanto uma decisão da Secretária Municipal de Serviços nos proibindo a continuar a ocupação cultural na Usina, alegando falta de segurança. Desde então, todo o grupo se mobilizou para a recuperação da Usina. Tivemos várias reuniões com os responsáveis pela autorização do nosso retorno a Usina. No dia 03/06/09, nos reunimos com o responsável pela garantia da segurança da Limpurb (administradora do espaço). Fizemos o percurso da peça com ele, que se certificou que não há perigo em continuarmos na Usina. Mesmo sem poder utilizar a Usina, continuamos a investigação do espetáculo no espaço do Pinel

Com o afastamento temporário, os ensaios antes programados para ocorrerem na Usina continuam acontecendo no Pinel em locais que sejam semelhantes aos originais, visando minimizar ao máximo possível os prejuízos da ausência

ATOR TÉCNICO OU TÉCNICO ATOR?

Pensar pesquisar criar jornada ter percepção e sensibilidade ao montar uma cena ligar os fios procurar pontos de luz e alimentar toda iluminação a partir de materiais alternativos. Luzes frias e incandescentes, alterar sua cor criar dialogo diálogo com a cena, pensar em conceitos de luz que dialogue com a polifonia contida com o universo do espetáculo. Proteger equipamentos aprender na prática construir uma relação juntamente com o grupo fazer refazer resolver problemas, oscilação que causa o blecaute, lanternas acesas e atuar. Exige o dobro de dedicação do coletivo, impossível não ficar triste quando um problema de luz ocorre e nesse momento você não é técnico é o ator que precisa manter segurar a cena. Ouvir propor soluções ser responsável, assumir seus erros, uma escola que se realiza na prática. Documentar caminho através da linguagem do vídeo, revisar materiais. Desenhar mapas visualizar o todo

Descansar?… Nem em pensamento, a cabeça ferve borbulha, criando soluções para os problemas, pensar no platô seguinte, chegar montar, caminhar subir descer e o corpo cansado entra em cena e se enche de energia se realiza sente calas frios a cada apresentação. Transformar a partir das impressões do público, preencher o espaço.
O ator técnico não será necessariamente o melhor ator, mas será alguém que se apropriará com mais naturalidade do conjunto. O ponto de vista surge da vista de diversos pontos: Corpos Acumulados é um trabalho plurivisual, polifônico em todos os sentidos. São anos de multiplicações que não se esgotam em si…

Dialogar com a tecnologia ter um objetivo e um super objetivo ao criar uma luz que completa cada cena. O ator técnico nunca está fora de cena, pois seu exercício começa quando chega no espaço saindo de cena quando guarda o último equipamento

VAGAR ITINERANTE E EXPERIÊNCIA EM CORPOS ACUMULADOS

EXPERIMENTO II – Ensaio em Devir

A forma apresentada ao público em Corpos Acumuladas procurou ser sempre ENSAIO EM DEVIR. Isto porque o grupo procurou romper com a forma mercadoria, não só nas apresentações gratuitas, mas também com relação ao conceito de produto. Assim, as apresentações constituíram-se sempre através de um formato aberto, que buscava na relação com o público estabelecer um grande processo coletivo de criação

O ensaio em devir Corpos Acumulados procura estabelecer com seu público uma experiência crítica. Além de uma racionalidade cínica, que se estabelece na relação com o público, que não sabe nunca quais as regras do jogo e as leis a que está submetido, estamos lidando com uma tentativa de experiência coletiva.
As relações entre atuantes e platéia, entre a gênese poética e sua performance, entre o texto e sua presentação estão alteradas por esses novos sujeitos da cena: corpos que ganham outro alinhamento, consciências que criam outro tempo cênico, um tempo da espera, do imprevisto, do espontâneo, construções cênicas que propõem a suspensão e a epifania, mecanismos esses que afirmam uma cena – capaz de dar conta das novas espacialidades e temporalidades do capitalismo tardio – sustentada no acontecimento e não na representação, na emancipação e não no ensino

´As perguntas norteadoras nos seguiam: “Que tipo de teatro queremos fazer? Qual forma é capaz de dar conta dos temas tão complexos que há 3 anos estamos pesquisando: As relações contemporâneas de trabalho, o homem como centro dessas relações, como um indivíduo esburacado, repleto de vozes que o perpassa, como um consumidor, controlado pela forma mercadoria, cujo corpo é depósito de geração de valor
Partimos do herói trágico, indivíduo dotado de uma conduta e de uma forma de agir coerente, cuja trajetória é bem delineada, para nos tempos esses negá-lo e deformá-lo. É possível um herói hoje em dia, nos perguntamos?
O trabalhador do teatro épico também há muito já se calou. Nos interessa buscar o sujeito de hoje, bombardeado pela quantidade de informações e rapidez com que as coisas passam, que faz mil coisas ao mesmo tempo e que por isso muito pouco experimenta de fato. O sujeito de milhares de vozes em um só corpo´ (Carmem – atriz do grupo)

Relato do ator em cena – Na 1ª cena da peça, eu filmo uma cena num espaço (”parquinho”) que é transmitido para o público que está no espaço da “casinha”. O interessante dessa cena é a fronteira (limite) entre estar e não estar em cena. Visualmente eu estou fora de cena, mas o meu olhar não. O meu olhar é mostrado pelo jeito que eu filmo a cena. Se por acaso eu filmo o que não deveria filmar a gravação fica comprometida. É um modo criativo e artístico sobre a cena, não apenas o lado técnico da filmagem.
Uma situação interessante que ocorreu: houve um aquecimento nessa cena mediada pela filmagem.O pessoal do espaço da “casinha” via as instruções dadas pelo diretor no espaço do “parquinho”.Aonde os 2 elencos aqueceram mediados pela filmagem.
Durante a temporada do Experimento 2, houve uma mudança na filmagem para haver um diálogo maior (uma interferência maior) entre os espaços, pois parte do público tinha a sensação de que o vídeo era gravado e não era ao vivo

´Para compreender e transparecer a compreensão é preciso mais. Mais renúncia ao corpo cotidiano que ao realizar simples mimese dos movimentos do dia-a-dia pouco revela a respeito da realidade em que vivemos. Mais abandono ao corpo teatral convencional e viciado pelos automatismos que desenvolvemos ao entrar em cena que também pouco dizem sobre um mundo que a um só tempo personaliza e padroniza as relações e reações. Como sugere o titulo do projeto é necessário um corpo acumulado que esteja pronto a compreender novas formas, reconhecer novas extensões do corpo adormecido´ (Cintia – atriz do grupo)

´Todas as situações revelam o antagonismo, as contradições e o conflito em nosso dia a dia. Seguido das leis que mantém a ordem, a ética e a moral que estabelece culturalmente a nossa educação social, e quebrar as regras ideológicas estabelecidas, é ir de encontro com o desconhecido. “A Polifonia” é, um desafio inovador que ativa a adrenalina a que percorre o corpo, dentro do universo teórico tão próximo em sua pratica tão distante, tarefa à principio impossível de realizar. Nos jogamos no abismo em busca de descobrir horizontes que através de outras linguagens, surgem varias criações de novos registros e partituras corporais. Essas multiplicidades de sons e movimentos que dialogam ou não entre si, são reveladas através dos registros de comportamentos que transparece na interpretação dos atores, onde cada um traz suas experiências de vida e, junto com as referências pesquisadas isso provoca grandes conflitos e traz uma explosão de polifonias´ (Elezeu – ator do grupo)

Este video, da apresentação do experimento II, foi sendo criado no decorrer das apresentações do espetáculo, em 2009, tendo a cada nova fase, um novo formato, pois, assim se tornou um fluxo permanente a cada apresentação, sendo construídos vídeos a partir das imagens do espetáculo que estava sendo apresentado naquele dia, sendo entregue uma mídia em dvd, ainda em cena para publico, com imagens do publico

A ação do vídeo se desenvolve durante a apresentação do espetáculo, tendo a câmera como um objeto de ação dentro das cenas. Em uma delas, o ator ao encontrar com o publico mira-os com uma câmera, como com uma arma, sendo objeto cênico ao mesmo tempo em que registra imagens que constarão no DVD a ser distribuído posteriormente. Em outra cena, o público é fotografado dentro da cena, e ao mesmo instante filmado. Após este processo as imagens capturadas tanto pela câmera fotográfica, quanto pela filmadora, junto ao computador, entram em ação

É o momento de transferir as imagens para o computador e editá-las, para isso foi preciso definir os fragmentos exatos das imagens captadas durante o espetáculo, para então calcular o tempo de processamento em que a montagem seria realizada, tanto da edição, quanto do processo de transcodificação de arquivos das imagens. As imagens filmadas quando fotografadas serão posteriormente usadas nas cenas seguintes, introduzindo as cenas primeiras nas posteriores da mesma forma como se consegue transformar o público em objeto de cena, resignificando-os por meio de tecnologia.
Durante a montagem do vídeo, calcula-se o tempo de edição das fotos e filmagens junto à ‘linha de montagem’ do material pré-editado, em seguida, o tempo para ‘renderizar’ o vídeo (para que o material audiovisual esteja finalizado antes da cena em que será utilizado). Para finalizar, o tempo do processo gasto para a transcodificação do arquivo ‘AVI’, para DVD. Terminado a montagem em DVD, utilizamos uma duplicadora na qual imprime 11 DVDs simultaneamente, o que leva em torno de 5 minutos. Todo este processo é realizado no decorrer do espetáculo
Os DVDs entregue para o público, o espectador, ao assistir ao vídeo, reconstrói mentalmente a mensagem fragmentada da montagem, em paralelo as cenas da apresentação, em alguns casos, um outro texto do roteiro é modificado, o que permite ao espectador criar outros significados. A cada apresentação do espetáculo, o vídeo é modificado, tanto com imagens e fotografias do publico, como por imagens e apresentações de ensaios anteriores

Não se trata se sugerir para o público-espectador, que todo o vídeo foi a apresentação do mesmo dia do espetáculo, mas, explorar novas formas percepções associadas à memória dos ensaios e das demais apresentações, leituras e conexões entre o público participante, o teatro e o vídeo, onde o público ao assistir o vídeo do espetáculo e se ver enquanto sujeito da ação, interação, possa refletir, e se aprofundar nas ligações sutis e muitas vezes inéditas do material trabalhado. Nossas fontes criativas, autônomas, aptas a criar novas sensações, modos de agir, pensar, experimentar o próprio corpo, intensificando e explorando novas possibilidades

Cenascomentadas – Experimento II

Dentre as propostas dos vídeos do espetáculo, houve a recriação de fragmentos das apresentações, as quais os convidados do experimento II (os mesmo que apresentaram o ciclo de seminários no processo de pesquisa do grupo). Optamos por manter a não-linear do espetáculo, já que o vídeo em determinadas cenas são construídas a partir dos comentários e situações do publico, sejam eles convidados ou não.
Utilizamos a polifonia das vozes do espetáculo, em dialogo com os comentários das sensações e impressões do publico. Vozes que simultaneamente narra determinada cena no instante em que a cena acontece. A sincronia das vozes (publico) com a peça, entra em conflito de sensações e ações, entre publico e atores

Ao final das cenas, os convidados disseram demonstrar, sentir uma “profunda emoção”: “vocês lidam com emoções de fronteira”. Comparou a experiência a uma viagem de alucinação, sentindo intensamente também o espaço do Pinel, carregado de tudo que um hospital psiquiátrico carrega. “O movimento de vocês aqui mobiliza tensões que estão presas aqui, é muito violento. Difícil esquematizar pra ver onde se pode definir e elaborar, mas é de uma sensualidade muito potente. Ainda estou na borda, tentando entender estes tentáculos que estão em volta. É uma experiência limite.”

VIDEO PROJETADO EM UMA DAS CENAS DO EXPERIMENTO II

O vídeo faz parte da cena do Platô III, é projetado em uma das paredes em ruínas, com uma das janelas com os vidros quebrados. No espaço, esta acontecendo uma festa, ‘rave’, onde são apresentadas cinco cenas simultaneamente.
No período de construção das cenas, foram pesquisados alguns vídeos próximos ao tema para experimentar junto com os ensaios do grupo. Junto às imagens, temos um seletor de imagens e duas câmeras de segurança direcionada para as cenas. Assim, as imagens projetadas poderiam, através do seletor, mudarem de acordo com o ritmo das cenas, projetando uma edição dinâmica e decorrente do ritmo dos atores.
Porém, com a perda da qualidade visual das imagens das câmeras de segurança associado à projeção ser em uma parede degradada e escura, optamos por criar um vídeo único, partindo dos vídeos pesquisados. O vídeo tem um movimento contínuo, sem inicio nem fim, sem linearidade, mudando constantemente suas cores e desenhos gráficos. A partir deste vídeo realizamos uma seleção de imagens, desde imagens de ensaios e apresentações de nossa antiga sede, em São Mateus, passando pelos laboratórios, núcleos peripatéticos, núcleos desterritorializados e ensaios abertos do próprio espetáculo. Com o acumulo e a fragmentação de pequenos episódios do processo criativo, o vídeo reinventa suas próprias imagens, em uma fragmentação de imagens já usadas em outros vídeos, sendo (re) significadas em outro contexto e outro formato que sofre interrupções e retomadas. Os receptores (público), ao assistirem trechos do vídeo em cena, se deparam com os mais diferentes lugares e pessoas por onde o grupo passou, re-significando e alterando o olhar para os personagens em cena. Diferente dos atores, quando ao assistirem se depara com suas próprias imagens e situações. O objetivo deste ‘sonho em mutação’, é possibilitar ao receptor o dialogo com a cena e a possibilidade de significados abertos


Labirinto do olhar
Enviado por TEATROEVIDEO. – Videos Independentes

EXPERIÊNCIA QUATRO

Ensaio aberto realizado dia 20 de março de 2010

Relação de equipamentos utilizados em cena

CENA VIDEO/PARQUINHO(110v)

1 extensão c/ 11 bocais de 53m # 1 refletor de jardim # 1 extensão 44m # 1 extensão c/ 2 bocais # 1 extensão 1m # 1 bocal c/ tomada # 1 benjamim # 14 lâmpadas 150w/110v # 1 TV # 1 filmadora c/ cabo (percorre as cenas) # 1 refletor de jardim # 1 extensão 44m # 1 extensão c/ 2 bocais # 1 extensão 11m # 1 paralelo c/ régua(3) 6m # 1 bocal c/ tomada # 1 benjamim # 14 lâmpadas150w/110v # 1 TV # 1 filmadora c/ cabo # 1 adaptador

PARQUINHO (110v)
1 set-light # 1 extensão c/ 2 fêmeas 21,5m # 1 pano # 1 TV # 1 balde c/ fitas # maquinas fotográficas # comida

CAMINHO CASINHA (110v)
1 extensão 4,5m # 1 extensão c/ 7 bocais 15m # 1 extensão 21,5m # 1 extensão 1,5m # 1 abajur verde # 1 disjuntor # 9 lâmpadas 110v # 1 abajur # 1 benjamim

CASINHA ÉDIPO (110v)
1 mega fone(4 pilhas gr) # 1 aspirador de pó # 1 abajur # 2 cx´s de som # 1 câmera de segurança # 1 amplificador # 1 cabo áudio-vídeo 30,5m # 1 adaptador # 2 lanternas peq (4 pilhas peq.) # 1 microfone s/ fio(1 bateria) # 1 cabo p10/p10 # 1 base e 2 fontes #
1 mp3 preto (1 pilha palito) # 1 cabo p/ mp3 p2 c/ 2 saídas # 1 disjuntor # 1benjamim # 48 baldes # 1 mangueira # 1 refletor c/ pedestal # 1 tripé # 1 câmera fotográfica (2 pilhas peq) # 1 lanterna grande # 2 TVs de plasma # # plástico filme # 1 extintor de pó # gelo # 1 cabo p/ mp3 p2 c/ 2 saídas # 1benjamim # 4 lâmpadas 110v # 1 set-light # saco c/ bonecos # 1 cama # 2 cabos de vídeo 12m # conduit c/ 2 réguas

CORREDOR ESCADA
1 extensão c/ 8 bocais 18,5m # 1 extensão c/ 6 bocais 28m # 14 lâmpadas 220v

SEREIAS (220V)
1 extensão 9,5m # 1 amplificador # 1 caixa seqüencial # 1 benjamim # 1 cabo jacaré # 1 mp3 # 2 lanternas grandes # 8 totens de luz # 1 cadeira de rodas #
1 cabo p2- p10 # 1 escada # 1 extensão # 40 lâmpadas coloridas (220V/15W) #
1 projetor # 1 set light # 15 capuzes #1 lona # 4 extensões p/ totens (enterradas)

MARLOW (220V)
2 microfones # 1 extintor de água # 1 disjuntor 220v # 1 cabo Canon 10m # 2 cabos de som # 2 cabos p10 10m cada # 1 cabo áudio 18m # 1 extensão 10m # 1 extensão c/ 17 bocais 75m # 1 extensão 5m # 1 extensão c/ régua (4). 18m # 1 extensão 10m # 1 extensão c/ 17 bocais 75m # 1 extensão 5m # 1 extensão c/ régua 18m # 2 cabos p10/p10 11m cada # 1 extensão c/ régua 5m # 1 extensão c/ régua 24m # 1 cabo jacaré c/régua # 1 benjamim # 18 lâmpadas 220v # 1 pedal # 15 bandeirinhas # 1 mesa de som # 1 DVD c/ cd karaokê # 2 cxs amplificadas # 1 TV de plasma # 1 refletor de jardim c/ cabo # 2 cavaletes # 1 baixo elétrico # 1 bateria (instrumento) # 1 guitarra # 2 pedestais # 15 cadeiras escolares # kit microfone sem fio # 1 caixa de potencia # 1 extensão c/ baldes (17 bocais) # 1 cama # 1 fogão

FÁBRICA (220V)
1 extensão 12m # balões e bexigão # 1 extensão 11m # 5 walk talks # 1 extensão 5,5m # 1 extensão 9,5m # 1 extensão c/ 5 bocais 35m # 1 extensão c/ 2 machos 14m # 1 extensão c/ 2 bocais. 11m # 1 extensão c/ bocal. 7,5 m # 1 disjuntor 220v # 3 extensões (8m, 17m, 19m) # 1 cabo de vídeo 30,5m # sacos de lixo (100L) # 1 benjamim # 8 lâmpadas # 1 panelão # 5 panos brancos (p/ as camas) # 1 pano p/ projeção # 1 projetor # 1 vestido de noiva # 8 cadeiras escolares # 1 abajur # 1 filmadora # 1 adaptador # 2 cordas # 2 roldanas

CIPÓS (220V)
1 cx amplificadora nova # 1 banco # 1 microfone # 1 tambor # 1 cabo p10/Cânon # 1 guitarra c/ cabo # 1 set light # 1 extensão # 2 refletores de jardim


RAVE/ SHOPPING 220V
1 megafone (4 pilhas grandes) # 2 mangueiras de luz # 1 máquina de fumaça # 2 câmeras de segurança c/ 2 fontes # 1 laser # 2 raios de sol # 3 strobos # 1 abajur # 9 benjamins # 1 régua # 2 extensões 10m cada # 1 extensão preta de 9,5m # 1 extensão vermelha de 8m # 1 extensão branca c/ régua (3) 10m # 1 extensão preta 5,5m # 1 cx amplificadora # 1 dvd # 1 projetor # 4 set lights c/ gelatina blue, verde, laranja # 4 calhas brancas c/ 2luzes negras # 1 calha branca c/ 1 luz negra # 1 calha de madeira c/ 2 luzes negras # kit microfone sem fio # 1 refletor de jardim # 1 extensão vermelha de 8m # 1 extensão branca c/ régua (3) 10m # 1 extensão preta 5,5m # 1 extensão preta 12,5m # 1 extensão preta 18,5m # 6 lâmpadas 220v # 2 mesas # 2 abajures # 1 strobo # 1 filmadora # 1 tv plasma # 1 bacia # 1 computador note c/ fonte # 1 cabo de vídeo # 1 seletor de imagens # 4 tvs # 1 cabo rca # 1 espelho # 1 extensão # 1 cadeira # 1 luminária c/ luz negra # 1 extensão # 1 prancheta c/ sulfite # 1 suporte de calha # 1 câmera fotográfica (n.3)- 2 pilhas # 1 cabo p/ máquina # 1 corda # 2 baldes c/ fitas k7 # 9 cadeiras escolares # 1 pedestal # 1 tv # plástico filme # 1 tv de plasma # fita de isolamento # violão # 1 extensão vermelha c/ 1 bocal # 5 walk talks espalhados pelas cenas

Vídeo criado em Junho de 2008, apresentação do projeto