Encontro 24 de Junho
A intervenção do coro na fala e no corpo – Para quem ele fala. Procedimento idealizado:- Apresentação/ Conversa (Nosso projeto; Núcleo x Oficina; Brecht + tragédias e Música e Coro). – Exercício: – Instalação sonora* (sensibilização auditiva – audição) – Instalação de estímulos diversos no espaço (textos, instruções**) – interação com o espaço. – Expressão através do coro: formar grupos (individual: busque a sua outra metade, o seu complemento), se comunicar e mover em grupo como um único corpo. – Em coro, interagir com o outro coro. – Conversa final . * A referida instalação sonora consiste em dividir o ambiente em dois, um lado trágico e o outro épico. A instalação é formada por trechos impressos de textos teatrais (Édipo-Rei de Sófocles e Fragmento Fatzer de Brecht) espalhados pelo chão, duas caixas de som que posicionadas cada uma em um lado da sala tocando trechos de fala para coro de montagens de abordagem trágica e montagens de abordagem épica.** Espaço dividido com instruções específicas “a quem dirijo o meu discurso?” – c/ objetivo de despertar e perceber atitudes corporais. Procedimento realizado: Coordenação: Cinthia e Marcelo. – Apresentação/ Conversa (Nosso projeto; Núcleo x Oficina; Brecht + tragédias e Música e Coro). – Exercício: Como ocorreram falhas técnicas na montagem da instalação, a etapa de sensibilização sonora (diferença de sonoridade entre coro trágico e coro épico) sonora não pode ser realizada. Instalação sonora (interação com o espaço, uso de molduras de papel como filtros do olhar):
– “A partir de agora vocês vão se comunicar uns com os outros usando somente as palavras dos textos espalhados pela sala.”
-“ Experimente dizer os textos de diferentes formas”.
– “Escolha um dos lados, lado trágico ou lado épico. Quem estiver no lado trágico deve dirigir-se somente às pessoas que estiverem no lado trágico. Se estiver no lado épico, deve dirigir-se às pessoas que estão no lado trágico”.
– Expressão através do coro: formar dois grupos, se comunicar e mover em grupo como um único corpo. – Em coro, interagir com o outro coro. Um coro age e o outro propõe uma ação em resposta. – Conversa final:
No início da conversa os participantes se apresentaram novamente e passam a discutir as impressões desse primeiro encontro. Entre as impressões levantadas discutimos como o simples fato de se realizar um exercício em uma sala dividida ao meio por um risco no chão pode transformar as atitudes e levar a crer que temos pontos de vista diferentes, mas, os participantes que não fazem parte da coordenação do núcleo não souberam indicar as diferenças entre esses dois lados. Também foi dito que antes do exercício propor que os participantes agissem como coro sentiram dificuldades em realizar a proposta, pois não conseguiram “encontrar objetivos para o corpo”.
Estiveram presentes 8 pessoas, sendo que 4 eram integrantes da II Trupe de Choque e os outros 4 eram freqüentadores do CEU Azul da Cor do Mar
30/06/2010
Coordenação: Marcelo.
Procedimento idealizado e realizado:
Divisão do espaço: tapete no centro da sala
Composição da sonoridade do coro – palavras e sons no espaço.
1 – OBSERVAÇÃO DO CORPO: dos pés à cabeça, partes que tocam o solo. Observar a respiração quanto aos seus ritmos, à profundidade da respiração. Ouvir o ambiente sonoro, os som que são produzidos dentro da sala e os que são produzidos fora da sala. A partir da respiração produzir sons que sobreponham às paisagens sonoras do interior e exterior da sala.
2 – BUSCAR O SOM DO OUTRO (olhos fechados): Perceber os ruídos produzidos pelo outro. Ir ao encontro do outro. Formar um corpo só: pelo toque.
3 – ABRIR OS OLHOS: Receber a luz e as cores do ambiente. Separar-se fisicamente e manter-se em relação com o som do outro. Sair do tapete e andar pelo espaço fora do tapete
4 – ENTREGA FRAGMENTO TEXTO CORO Edipo em Colono: Experimentar várias formas de dizer o texto. Jogar as palavras na parede.
CORO (narra a disputa pelo corpo de Édipo)
Quem sonha dilatar o seu quinhão
De vida
Além do circunscrito
Não passa de um guardião da estupidez.
Longos dias
Engendram muito
À beira-dor.
O deleite,
Como visualizá-lo,
Quando se cai no além devido?
Tânatos, Isoterminal, é um balsamo,
Quando a moira do Hades,
Sem himeneu, sem lira, sem-coro dançarino
Aparece
Enfim!
Quando a neofase passa e a vanidade
Da irreflexão,
Qual golpe pluridor se exclui,
Qual pesar não se inclui?
Revolta, inveja, discordância, guerras,
Mortes. E o lote conclusivo:
Impotente, intratável, execrável,
A desprezível
Senescência
Vazia de amigos
Onde
Sem faltar nenhum
Males
Germinam
Males.
5 – PALAVRAS E SONS NO ESPAÇO: distribuição de Instrumentos musicais e objetos sonoros (sementes, tampas de garrafas, caixas de fósforo). Experimentar relações entre sonoridade dos objetos e a palavra. Criar a paisagem sonora do coro.
Conversa Final:
Após a realização do exercício e com base na experimentação recém-realizada foi discutida a possibilidade de manifestação do coro através de movimentos sonoros.
Outro aspecto levantado foi a questão da sequência, da continuidade a que estamos acostumados no momento da realização dos exercícios e como é difícil retomar o estado corporal a pouco alcançado quando se dão essas “quebras”. É mais um elemento para nossa investigação. Aliás, a investigação sobre as quebras pode ser usada como uma das formas de realização de nosso estudo sobre a pausa como um elemento técnico da linguagem musical e de dramaturgia, e já está previsto como um dos pontos de investigação do módulo Beckett.
O encontro aconteceu no CEU Azul da Cor do Mar e nele estiveram presentes 4 pessoas, todas integrantes da II Trupe de Choque.
3º Encontro – 07 de Julho – Valmir
Música como Gestus
Foco:
O desenvolvimento das atitudes nelas próprias e nessa qualidade efetua uma teatralização direta dos corpos “Gestus”.
Um corpo uma voz, as citações, as imagens, os sons, os objetivos com à relação de ação e reação, o que um fala o outro escuta e como temos interferência do espaço imaginamos o que temos no texto.
Fragmentos espalhados que com o tempo se unem formando uma só voz, um só corpo contemplando o coro. As referência começam aparecer,à luz se acende o primeiro passo do olhar para alcançar o nosso objetivo,o imaginário na paísagem sonora e o coro em Brecht.
O tecído como forma corporal.
Os fragmentos espalhados pelo espaço.
Os sons do espaço e como ele transforma seu corpo.
Os objetivos formando à paisagem sonora.
O texto e o coro.
O gestus.
A finalização.
Ementas que nortearão o núcleo de MÚSICA:
| Núcleo: | MÚSICA |
| Platô: | Brecht – Processo |
| Duração | Encontro semanal de 3 horas durante 8 semanas |
| Vigência: | 2010/2011 |
| Carga Horária: | 24 horas |
| Ementa: | Pesquisa a música, o coro e a sonoridade (pausa, silêncio, ruído) na obra de Brecht e as possibilidades de transposição mútua entre elementos musicais e cênicos no teatro dialético. |
| Bibliografia: | ADORNO, Theodor. Teoria Estética. Lisboa: Edições 70, 2004, capítulo “Coerência e sentido”, p. 157-186.
BRECHT, Bertolt. Fragmento Fatzer. São Paulo: Companhia das Letra, 2003 ________, Escritos sobre teatro. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2008 MOLES, Abraham. Teoria da informação e percepção estetica. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1969. SCHAEFER, Murray. O ouvido pensante. São Paulo: Unesp, 2000. |
| Programa: | Abordagem Teórica e Prática:
1. Apresentação do Curso. O Gestus no teatro Brechtiano: exercícios práticos e teoria. 2. Música e sonoridade no teatro dialético: exercício prático e teoria. 2. A música como gestus: exercício prático. 3. A música e o coro em Brecht: exercícios práticos. 4. Como o coro pode gerar Gestus? Exercícios práticos. 5. Música, coro e sonoridade gerando a cena dialética: improvisos e gênese de uma dramaturgia 6. A cena dialética: composição de experimento cênico a partir das relações entre música, coro e sonoridade. 7. A dramaturgia cênica transformando a música, o coro e a sonoridade. 8. Experiência cênica. . |
| Núcleo: | MÚSICA |
| Platô: | Brecht – Experiência |
| Vigência: | 2010/2011 |
| Carga Horária: | 24 horas |
| Ementa: | Pesquisa o contato entre o processo do núcleo de música com os processos de outras linguagens a partir da criação de uma experiência cênica sobre o “Fragmento Fatzer” , de Bertolt Brecht e sua teoria do teatro dialético . |
| Bibliografia: | ADORNO, Theodor. Teoria Estética. Lisboa: Edições 70, 2004.
________________. Teoria sobre o ouvinte. Estudos em Filosofia e Ciências Sociais. Nova York: Instituto de Pesquisa Social, 1941, IX, 17-48. BRECHT, Bertolt. Fragmento Fatzer. São Paulo: Companhia das Letra, 2003. ________, Escritos sobre teatro. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2008. BUCCI, Eugênio. Informação e guerra a serviço do espetáculo. In: A imprensa e o Dever da Liberdade. São Paulo: Contexto, 2009. DEBORD, Guy. A sociedade do espetáculo. São Paulo: Contexto, 2009. MOLES, Abraham. Teoria da informação e percepção estetica. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1969. SCHAEFER, Murray. O ouvido pensante. São Paulo: Unesp, 2000. |
| Programa: | Abordagem Teórica e Prática:
1. Criação de experiência cênica de um fragmento Fatzer: A partir do experimento cênico do núcleo de música, a partir da música gestus, discutir entre os integrantes dos outros núcleos e propor possibilidades de diálogo com as outras linguagens. 2. Criação de experiência cênica de um fragmento Fatzer: realizar a proposta cênica de música gestus criadas por outro grupo no encontro anterior. 3. O ponto vista do coro e a música gestus: recriação da experiência do encontro anterior. 4. Discussão de Adorno: Teoria do ouvinte. Desenvolvimento da experiência cênica de um fragmento Fatzer a partir da leitura de Adorno. 5. Discussão sobre A Sociedade do Espetáculo e desenvolvimento do experimento cênico. Música do espetáculo. Como dissolver a música da sociedade do espetáculo criando a música gestus? 6. Discussão sobre o experimento cênico e finalização da dramaturgia 7. Ensaio da experiência. 8. Apresentação da experiência cênica. |
| Núcleo: | MÚSICA |
| Platô: | Brecht – Reflexão/Rejogo |
| Duração | Encontro semanal de 3 horas durante 4 semanas |
| Vigência: | 2010/2011 |
| Carga Horária: | 12 horas |
| Ementa: | Recria a experiência cênica do núcleo em confronto com a crítica a Brecht formulada por Theodor Adorno. |
| Bibliografia: | ADORNO, Theodor. Teoria Estética. Lisboa: Edições 70, 2004, capítulo “Coerência e sentido”, p. 157-186.
ADORNO, Theodor. Notas de Literatura. Madrid: Akal, 2006 ADORNO, Theodor. Filosofia da nova música. São Paulo: Perspectiva, 1998 BRECHT, Bertolt. Escritos sobre teatro. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2008 ____________ . Bertolt. Fragmento Fatzer. São Paulo: Companhia das Letra, 2003 ____________ . Escritos sobre teatro. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2008 MOLES, Abraham. Teoria da informação e percepção estetica. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1969 SCHAEFER, Murray. O ouvido pensante. São Paulo: Unesp, 2000 |
| Programa: | Abordagem Teórica e Prática:
1. Theodor Adorno: “Engajamento” e a crítica a Brecht. 2. Adorno, Brecht e os meios de comunicação: emancipação ou dominação social? Reflexão e leitura de fragmentos de “Filosofia da Nova música”, de Adorno
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