Terça-feira 22 de junho
1º ENCONTRO
Em roda nos apresentamos.
-Falamos sobre qual o papel do diretor,as diferentes formas de direção.
-Iniciamos o exercício percorrendo o espaço.
-Escrevemos agora sem parar o que esperamos do mundo.
-Após isso um a um dizemos com o corpo todo o que acabamos de escrever.
-Escolhemos a frase “todas as cores são minhas” dentre as foram ditas no procedimento anterior.
-Nos dividimos em grupos,improvisamos com essa frase mas usando só hino nacional.
-Surgiram questões durante a improvisação(ter e ver,se você tem não quer dizer que você veja,e vice-versa).
-Após serem apresentadas as cenas,comentamos se as cenas deixavam claro a idéia inicial “todas as cores são minhas”.-
Idéia ou conceito:agarrado a tudo que está em cena,essa seja a função do diretor.
-O desafio do diretor é transformar conceito em dramaturgia.
-Avaliações sobre esse 1º encontro:será que tudo o que eu criei ou fiz teve conceito,foi importante e angustiante,mas um angustiante que te movimenta,te leva pra frente!
2º Encontro – 29 de Junho
-discussão sobre como foi o encontro anterior(é uma forma de atualizar quem não veio no encontro passado).
-andar pela sala de ensaio.
-acordar as partes do corpo cansadas do dia-a-dia.
-percorrer o espaço fora da sala de ensaio.
-dizer o texto do Édipo Rei de várias maneiras com o corpo todo
-sentir as texturas diferentes que há nos espaços.
-em roda,uma de cada vez propõe uma maneira de falar o texto com o corpo,e os outros seguem o movimento.
-o mesmo procedimento anterior só que dividido em 2 grupos distintos.
-Um grupo interfere no outro, em coro,propondo maneiras diferentes de dizer o texto.
-agora os 2 grupos improvisam a idéia “todas as cores são minhas” só podendo o usar o texto do Édipo Rei e em coro.
-após a apresentação das duas improvisações,foi levantado se as cenas deixavam claro a ídeia “todas as cores são minhas”.
-em roda,se comentou sobre como foi o encontro de hoje.
-idéia ou conceito:o que é .
-forma:como você quer dizer essa idéia .
O texto do Édipo Rei usado foi esse:
“Estirpe humana
O cômputo do teu viver é nulo
Alguém já recebeu de um demo um bem
Não limitado a aparecer
E a Declinar
Depois de aparecer?
És paradigma,
O teu demônio é paradigma,Édipo:
Mortais não participam do divino.”
Ementas que nortearão núcleo de DIREÇÃO E DRAMATURGIA:
| Núcleo: | DIREÇÃO E DRAMATURGIA |
| Platô: | Brecht – Processo |
| Duração | Encontro semanal de 3 horas durante 8 semanas |
| Vigência: | 2010/2011 |
| Carga Horária: | 24 horas |
| Ementa: | Investiga a estética do teatro dialético elaborada por Bertolt Brecht, suas referências históricas e suas possibilidades de recriação no contexto contemporâneo, a partir dos conceitos de dissolução do drama e de mimese. |
| Bibliografia: | ADORNO, Theodor. Teoria Estética. Lisboa: Edições 70, 2004, capítulo “Coerência e sentido”, p. 157-186.
ARISTÓTELES. Poética. São Paulo: Abril Cultural, 1974 BRECHT, Bertolt. Fragmento Fatzer. São Paulo: Companhia das Letra, 2003 LILLO, George. O mercador de Londres. Tradução de Claudia Daniela. Inédito. SZONDI, Peter. Teoria do drama burguês. São Paulo: Cosac & Naify, 2007, capítulo “George Lillo: O mercador de Londres”, p. 26-85 ______________. Teoria do drama moderno. São Paulo: Cosac & Naify, 2005, capítulos “O drama” e “A crise do drama”, p. 29-53 |
| Programa: | Abordagem Teórica e Prática:
1. Apresentação do Curso. Exercício prático: conceito de direção. 2. Exercícios práticos de direção. A poética Aristotélica e o conceito de mimese. 3. Teoria do drama burguês 4. Teoria do drama moderno e crise do drama 5. Fundamentos estéticos do movimento épico. Mimese na modernidade a partir de Theodor Adorno. 6. Crise do épico na ultramodernidade: qual o seu teatro épico? 7. Exercícios de direção e dramaturgia: o seu fragmento Fatzer. 8. Exercícios de direção e dramaturgia: o seu fragmento Fatzer. |
| NÚCLEO: | DIREÇÃO E DRAMATURGIA |
| Platô: | Brecht – Experiência |
| Duração | Encontro semanal de 3 horas durante 8 semanas |
| Vigência: | 2010/2011 |
| Carga Horária: | 24 horas |
| Ementa: | A partir da investigação de diversos processos de criação, cada grupo formado por integrantes de todos os núcleos, desenvolverá uma experiência cênica capaz de expressar o tema Eldorados/Eldohorrorados – 11 de setembro em diálogo com o teatro dialético de Brecht e com a realidade de cada um dos participantes. |
| Bibliografia: | BRECHT, Bertolt. Escritos sobre teatro. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2008
BENJAMIN, Walter. O que é teatro épico. In: Obras Escolhidas, vol. I. São Paulo: Brasiliense, 2000 BUCCI, Eugênio. Informação e guerra a serviço do espetáculo. In: A imprensa e o Dever da Liberdade. São Paulo: Contexto, 2009 DEBORD, Guy. A sociedade do espetáculo. São Paulo: Contexto, 2009 |
| Programa: | Abordagem Teórico Prática:
Montagem de um fragmento do Fatzer a partir de uma investigação do processo autocrático de criação, centrado no diretor. Montagem de um fragmento do Fatzer a partir de uma investigação do processo coletivo de criação, sem funções definidas. Montagem de um fragmento do Fatzer a partir de uma investigação do processo colaborativo de criação, baseado na contradição produtiva entre as funções, sem hierarquia definida. Escolha, por parte de cada grupo, do modo de produção (autocrata, coletivo ou colaborativo) a ser experimentado. Montagem de um fragmento do Fatzer a partir de leitura de um capítulo do “Sociedade do Espetáculo”, de Guy Debord Desenvolvimento da cena do Fatzer a partir da leitura de texto do filósofo Eugênio Bucci. Como transformar os conceitos teóricos em cena? Desenvolvimento da cena do Fatzer a partir de estímulos propostos por cada um dos participantes. Ensaio geral da experiência. Apresentação das experiências cênicas coletivas |
| Núcleo: | DIREÇÃO E DRAMATURGIA |
| Platô: | Brecht – Reflexão/Rejogo |
| Duração | Encontro semanal de 3 horas durante 4 semanas |
| Vigência: | 2010/2011 |
| Carga Horária: | 12 horas |
| Ementa: | Avalia e recria cada experiência cênica à luz de novo estudo teórico-prático sobre o teatro dialético de Bertolt Brecht. O objetivo central aqui é o diálogo com os críticos de Brecht, estimulando que cada participante reveja a forma e o conteúdo da sua experiência cênica procurando responder em que medida o teatro épico de Brecht é capaz de dar conta da realidade contemporânea. |
| Bibliografia: | |
| Programa: | Abordagem Teórica e Prática:
1. Primeira crítica à Brecht: Theodor Adorno e o interesse do engajamento 2. Segunda crítica à Brecht: Hans-Thies Lehmann e o conceito de pós-dramático 3. Rejogo da cena apresentada a partir de Adorno 4. Rejogo da cena apresentada a partir de Lehmann. |


