São muitos grupos que hoje trabalham com a forma democrática de criação. A especificidade do processo colaborativo é manter a existência de funções definidas (dramaturgo, diretor, atores, cenógrafo etc) organizadas, no entanto, sem nenhuma espécie de hierarquia, com responsabilidades definidas sem que isto resulte em áreas estanques de criação. Com texto e cena sendo criados simultaneamente, a partir de improvisações dos atores, a forma colaborativa de criação rompe com a divisão social do trabalho dentro do processo artístico, estabelecendo um modo socializado de produção, dentro do qual nenhum dos criadores situa-se alienado. Acreditamos que tal processo é o mais adequado para a obtenção de uma forma teatral preocupada em problematizar a realidade contemporânea em toda a sua complexidade e dinamismo.
O processo colaborativo em Corpos Acumulados conjuga as vozes distintas dos participantes dos Núcleos Peripatéticos da Usina e do Pinel, em um grande processo de criação, igualmente aberto a profissionais e não-profissionais.


