Núcleos Peripatéticos

Foram realizados não Pinel, de maio de 2008 a julho de 2009, os Núcleos de: Teatro e Literatura, Teatro e Música, Teatro e vídeo, Teatro e Fotografia, Teatro e polifônica Interpretação, Teatro e Artes Plásticas, Teatro e Tecnologia.

Os discípulos de Aristóteles costumavam ter mais do que lições de filosofia: procuravam vivenciar o saber em um processo de discussão e aprendizagem em que o caminho se construía um dos Passos partir. Por isso, eram chamados de peripatétikos; Aqueles que ensinam caminhando. A saber, Aristóteles costumava ministrar suas aulas enquanto Caminhava com seus alunos pelas ruas de Atenas.

Os Núcleos de Pesquisa Peripatéticos romperam com uma divisão entre prática e teoria, dando uma nova dimensão questões filosóficas a partir do Teatro . O que chamamos de “Peripatético teatro ” estimula o pensamento crítico e criativo em duas etapas, interligadas dialeticamente: a montagem ea oficinas de um espetáculo. As oficinas foram ministradas pelos integrantes do grupo, com os alunos estabelecendo uma relação de aprendizado Mútuo: o conhecimento teatral ea pesquisa misturam-se, fazendo com que cada núcleo fosse espaço para o desenvolvimento de formas teatrais pertencentes a cada grupo de alunos e para uma descoberta conjunta do universo da exclusão social.

Desta forma, o processo criativo não é interrompido durante as oficinas, mas, pelo contrário, desenvolve-se e se aprofunda. Questões e temas pertencentes à Pesquisa (o trágico, o tempo, o espaço, a poesia eo corpo) são divididas entre alunos e integrantes do grupo, constituindo um grande processo de criação coletivo. Importou muito experimentar os temas do trabalho criativo a partir do ponto dos alunos de Vista, que dialogam mais Diretamente com a realidade social que nos interessava.

Segundo Gramsci, “não se pode pensar em nenhum homem que não seja também filósofo, que não pense, precisamente porque pensar é próprio do homem como tal”. Isso significa que as questões filosóficas fazem parte do cotidiano de todos.

Os Núcleos Peripatéticos Tiveram como objetivo principal fazer com que seus participantes, de forma sensível e lúdica, atuassem criativamente e refletissem sobre conteúdos relacionados à realidade social. Reflexão Entendida aqui como retomar o próprio pensamento, pensar o já pensado, voltar para si mesmo e colocar em questão o que já se conhece. Peripatético, passeando ensinar, é mostrar um novo caminho que pode ser construído de ou enxergado, naquilo que sempre pareceu obscuro. Esta é a filosofia da missão.

O teatro, espaço mediador entre o espectador eo mundo, é colocado a serviço de uma verdadeira pedagogia social: Interrogando-se diante das contradições de uma realidade que a cena já não lhe apresenta como mais evidente, mas sim Como é possível de ser Transformada, O espectador / ator se prepara para agir sobre o mundo e modificá-lo.

O filosofar, por meio do teatro que indaga e Crítica, sempre se confronta com o poder, e sua investigação não fica alheia à ética e à política. A filosofia, eo teatro que um estimula, é, portanto, uma crítica da ideologia enquanto forma ilusória de conhecimento visto que uma manutenção de PMSP. Atentando para uma etimologia do vocábulo grego correspondente à verdade ( um létheia -, uma letheúein -, “desnudar”), vemos que a verdade é pôr a nu aquilo que estava escondido, e aí reside uma vocação do filósofo: o desvelamento Daquilo que está encoberto pelo costume, pelo convencional, pelo poder.

Se pudéssemos escolher só um ensinamento para estes Peripatéticos Núcleos de Pesquisa, não seria o de formar grandes atores, com suas técnicas e habilidades, mas sim o de ensinar, caminhando com o teatro, um desnudar o véu do tempo, realidades que escurece.