Núcleo de direção e dramaturgia

by luzimara » Be the first to add a comment.

13/julho/10

1. Começamos falando dos Édipos bizarros que encontramos na Internet, para depois abandoná-los e  investigarmos um outro Édipo.

2. Andar pelo espaço – pelo teatro do Céu – que movimentos só esse espaço propõe?
- As cadeiras enfileiradas, o chão, o corredor atrás do palco, os quadrados atrás do palco, o banheiro, o espelho, os sons desse lugar, tudo provocava;
- Procura o olhar de alguém e forma uma dupla – continua a investigação pelo espaço;
- Um da dupla fecha o olho e explora o corpo-marionete: seus movimentos são controlados pelo manipulador – corpo-madeira-corpo-não-maleável-corpo-sem-vida-como-é-ser-manipulado?
- Quem está de olhos abertos, explora formas de manipular o corpo do outro: sons-gemidos-barulhos-corpo-próximo-mãos-pernas-um-corpo-só;
- Depois inverte, quem era marionete passa a ser manipulador;
- Após dessa etapa, mantendo as duplas, cada um tinha que dirigir o outro durante 25 minutos, mantendo a experimentação de marionete-e-manipulador;.
- A pergunta norteadora para essa direção era: Meu Édipo é marionete de que? de quem? Cada diretor respondia essa pergunta com o corpo do outro.

3. No final, conversamos sobre como esse exercício propôs que experimentássemos uma direção muito próxima do ator – e da atuação também – uma direção construída junto com a improvisação do ator.

4. Para o próximo encontro, cada diretor tinha que trazer uma proposta para ensaiar sua dupla – durante 30 minutos. Podia trazer imagem, texto, objeto, ou pensar um exercício para aprofundar o que foi descoberto hoje.

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