Primeiro dia foi muito bacana e diferente, fazemos uma instalação dos equipamentos de som e imagem, numa praça que é extensão da Casa de Cultura Carequinha.
Iniciamos com a leitura de um trecho de Édipo em Colono, e ao mesmo tempo divulgava o nosso trabalho as pessoas que ali estavam e transitavam.
Foram feitas três perguntas, onde as pessoas respondiam da mais variadas formas.
Primeira pergunta: Onde está o poder? O que é terrorismo pra você? Que imagem você viu e gostaria de não ter visto?
Poemas de Brecht, espalhados pelo espaço, as pessoas entravam em contato com os poemas, fomos para dentro do espaço Carequinha, onde foram feitas as apresentações de cada um e a apresentação de nosso trabalho.
Demos continuidade pedindo que cada um tirassem foto, que se relacionassem com o poema que haviam escolhido. Concluímos com uma apreciação, onde estavam presentes Carmem, Pablo, Maria, Sansorai, Amanda, José Gabriel, Eduardo, Mauro, Millene, Marcel,
William e Eu.
Artes Visuais 23/06/2010
ARTES VISUAIS – PALHAÇO CAREQUINHA – 2º ENCONTRO 30/06/2010
Pontos de partida: fotos tiradas pelos participantes na semana anterior.
Introdução: experimentação com coro:
Proposta: construir usando as fotos registradas na semana passada, um mural coletivo, usando como referência o conceito de fotomontagem dos construtivistas e os as colagens de diversos pontos de vistas dos muralistas mexicanos.
“O MOVIMENTO MURALISTA MEXICANO, OCORRIDO LOGO APÓS A REVOLUÇÃO MEXICANA DE 1910, ATÉ HOJE CONSIDERADA A PRIMEIRA GRANDE MOBILIZAÇÃO SOCIAL NA AMÉRICA LATINA NO SÉCULO XX. OS ARTISTAS SE PROPUNHAM A PINTAR PARA O POVO. MAS NÃO ERA APENAS ISSO: PARA RIVERA, OROZCO E SIQUEIROS, OS TRÊS GRANDES PINTORES DA REVOLUÇÃO, O MURAL POSSIBILITOU UMAS ARTES PÚBLICAS E COLETIVAS, QUE ROMPIA COM O INDIVIDUALISMO DA PINTURA DE CAVALETE”.
Procedimentos para construção de coro:
Episodio I
Conversa / rápido comentário sobre a proposta, etc.
Episódio II
Caminhada pelo espaço:
Integração para a formação de coro:
-caminhar falando os nomes ao mesmo tempo
-depois falar os nomes um a um sem encavalar: cada um fala seu nome até que todos falem. Variações: falar o nome do outro até que todos os nomes tenham sido mencionados. Tentar andando / tentar parado / tentar de costas, etc. Caminhar tocando os dedos – caminhar tocando os ombros – caminhar tocando as costas.
Episódio III
Juntar em coro por:Cores das roupas (estimular movimentos sons /coro e corifeu)
Por idade: quem tem mais de 15 quem tem menos de 15 anos. (idem)
Quem nasceu até o mês de setembro quem nasceu antes, etc (idem)
Episódio IV:
“Ultima formação do grande coro”: juntarem-se todos que viram as tragédias do 11 de setembro (estimular muito: quais sons tinham esse momento/ que movimentos/ que imagens. Em coro e individualmente. Movimentar-se em coro: um movimento em comum para todos /movimentar em coro: cada um com um movimento individual).
Pedir para manterem a experimentação: acrescentar trecho do Édipo em colono:
“… JÁ VEJO AS TORRES PROTETORAS DA CIDADE AO LONGE”;
ESTE LUGAR É CERTAMENTE CONSAGRADO;
HÁ POR AQUI MUITOS LOUREIROS, OLIVEIRAS
E TAMBÉM PARREIRAS, E SOB ESSA FOLHAGEM
OS ROUIXNÓIS DE UM CORO ALADO ESTÃO CANTANDO
HARMONIOSAMENTE “.
(1ª fala de Antígona em Édipo em colono – versos 15 a 20 na tradução de Mario da gama Cury).
Quais novos movimentos e imagens surgem a partir do diálogo com o texto/ separar os coros: um se movimenta o outro observa e vice-versa (tomar a vez)
Episodio V
Depois de experimentarem pedir para desdenhar (individualmente):
O que o mundo não viu pela tv quando ocorreu o ataque de 11 de setembro?
Apreciação final.



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