Mônica
Coord. Ricardo
O aquecimento no espaço pequeno. As ferramentas, o corpo, as ferramentas. Tentativa de encontrar o núcleo anterior, a surpresa. A distância dos sentidos, eu não ouço meu coração, minha respiração está estranha, o corpo treme um pouco por dentro, a TPM no auge, tudo à flor da pele. Perdida. Que estado é esse que não é mais medo? Quem é esse outro? Onde? Como? Vagueio pelos corredores. Minha boca canta ou foge? Vagueio. A palavra não está aqui. Eu queria estender um olhar, olhar, olhar, olhar, olhar.
Quanto à proposta: Eu queria ver uma das direções indicadas estendida. Eu queria sentir mais o tempo, de algum jeito.
Gabriel
Momentos do Núcleo de vídeo
De começo, ficou a lição de planejarmos a mpontagem de aparelhagem técnica (tv, câmeras, fios, etc.) como parte do ensaio… Bem, repensando a idéia, na verdade me ficou a sugestão de testar como proposta, para os próximos ensaios, as três possibilidades: jogar os atores num cenário pré-montado, planejar e montar durante o ensaio, ou “improvisar” a montagem como objetivo de personagem durante o ensaio. De qualquer forma, foi levantada mais uma variável a ser considerada nos próximos encontros…
Conversamos no dia anterior sobre a idéia no Tarkoviski, de que a memória acumulada (bem registrada e, principalmente, bem ordenada – o tal tempo “esculpido”) intensifica cada momento de um filme (ao menos foi essa minha interpretação). Viajamos na conversa, sobre como esse “acúmulo” e “estruturação” de memória poderia intensificar cada instante do tempo presente de outras elmentos (um livro, uma música, um processo teatral, uma vida, etc.) Daí, outro ponto alto foi a solução proposta pelo ricardo de imitar o ensaio anterior, deixar a memória dos atores se esculpir sozinha recuperando o ensaio anterior pela referência óbvia e direta. Precisamos cada vez mais de novas maneiras mais intensas e explosivas de recuperar as fases anteriores do processo, ou seja, de Acumular esses Corpos.
Na hora de exibir seu vídeo, o fabrício fez questão de tirar o som da tv… Não sei se foi proposital, mas a ação modificou completamente a cena. Ficou muito mais forte que o vídeo em si apenas… A “cena”: começamos a assistir ao vídeo, com imagens que claramente chamam a atenção, mas com um curioso falatório-ruído incompreensível ao fundo; então um personagem/alguém se levanta, mexe na televisão e intencionalmente direciona nossos sentidos apenas na imagem (ou seja, modifica aquela vídeo-imagem por duas ações: pelo silêncio “artificial” que causa e pela presença física da própria ação/sujeito extra-vídeo).
E, na cena proposta pelo Anderson, uma imagem ficou muito forte: o reflexo da câmera (mais especificamente das luzes infravermelhas) na lente de seus óculos.
Anderson
Primeiramente no convívio velho:o aquecimento com o MP3,num cubilo,em meio as vozes,com equipamentos de vídeo(câmera,lanterna,tv,cabos).
No corredor principal do Pinel:reconhecer o seu corpo,com MP3(durante uma música e meia),legal retomar aquecimento(memória).
Vagamos pelo Pinel,interagimos em 3 espaços diferentes(vídeos instalações).
Pode ser bom ou não haverem tantas propostas,para depois um tal encontro focar
apenas em uma proposta.



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