Publico abaixo o trecho inicial de uma dramaturgia que comecei a desenvolver quando pesquisávamos cenas cômicas. Ele está incompleto, mas essa é a idéia mesmo. Se alguém quiser continuar a escrever ou montar a cena, manda brasa.
Aquiles e o seqüestro
Cume de uma montanha de pinheiros. Uma multidão se acomoda olhando em direção de um púlpito, posicionado mais alto que o resto do público.
Uma poodle, branca, de pêlos desgrenhados espera ao lado do púlpito. Ela veste uma camiseta em que se pode ver a imagem de um combatente que lembra Che Guevara.
Entra Aquiles. Ele não tem uma orelha e parece ter uma perna de pau. Sua presença faz com que a platéia, composta por poodles, alguns homens, mulheres e crianças se alvoroce. Ele não faz qualquer expressão até emitir as primeiras palavras.
Aquiles - Nosso passado nos espreita na falta da nossa memória.
Ao lado do púlpito, vemos pessoas nuas chegando e se acumulando umas sobre as outras . São doze, que formam um monte de cerca de 1,5m de altura. De acordo com as falas de Aquiles, elas se levantam e vão compondo seus personagens.
Aquiles: Há exatos 14 anos, os combatentes se reuniam aqui na minha frente para receber as últimas intruções de execução do grande seqüestro. Repudiávamos o seqüestro, mas não nos restavam outras alternativas, como não restam hoje!
Urros dos homens.
Aquiles: Pátroclo era um dos nossos, mas não estava pronto para a batalha. Contra minhas ordens, travestiu-se e se alinhou junto com os outros.
(Continua…)
Referências visuais:
A Batalha
O Exército
O Figurino






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